RH em Pauta
Mercado de Trabalho 2030. A empresa também vota?
18/08/2026 | Por: www.atribunapiracicabana.com.br
Esta é uma das provocações que estarão no centro das discussões do CONARH 2026, que começa hoje, 18 de agosto. Durante os próximos dias, profissionais de Recursos Humanos de todo o país estarão reunidos para discutir os desafios que já estão transformando o mundo do trabalho. E talvez o mais interessante seja perceber que a agenda do evento não se resume à Inteligência Artificial. IA e legalidade, saúde mental, riscos psicossociais, Geração Z, etarismo, liderança, ESG, employer branding e novas metodologias de trabalho estão entre os temas que estarão em discussão. Isso diz muito sobre o momento que estamos vivendo. Durante muito tempo, falar sobre futuro do trabalho significava falar principalmente sobre tecnologia. Hoje percebemos que a tecnologia é apenas uma parte de uma transformação muito maior. A Inteligência Artificial está mudando processos e profissões. Mas, ao mesmo tempo, as empresas precisam lidar com uma força de trabalho formada por diferentes gerações, novos modelos de carreira, mudanças nas expectativas dos profissionais, questões relacionadas à saúde mental e à necessidade de construir ambientes capazes de atrair e reter talentos. É uma equação complexa. Como aumentar a produtividade sem transformar pessoas em números? Como utilizar a Inteligência Artificial sem perder aquilo que somente o ser humano pode oferecer? Como liderar profissionais de diferentes gerações, expectativas e formas de enxergar o trabalho? Como preparar as organizações para mudanças que acontecem cada vez mais rápido? Talvez seja justamente por isso que o tema do CONARH seja tão oportuno. O futuro da gestão de pessoas não será definido apenas pela tecnologia que as empresas adotarem, mas pela maneira como escolherão utilizá-la. A discussão sobre IA, por exemplo, não pode acontecer separada da discussão sobre desenvolvimento humano. Da mesma forma, falar sobre produtividade sem discutir saúde mental pode produzir organizações mais eficientes, mas não necessariamente melhores. E é aqui que o RH ganha uma responsabilidade ainda maior. Não será suficiente administrar processos. Será necessário compreender tendências, antecipar mudanças e ajudar as organizações a construir ambientes preparados para um mundo do trabalho cada vez mais complexo. O CONARH começa hoje. Nos próximos dias, especialistas e profissionais de diferentes setores estarão colocando essas questões em debate. E na próxima semana faremos o caminho inverso: em vez de tentar prever o futuro, vamos olhar para aquilo que efetivamente foi discutido no maior evento de gestão de pessoas do país. O que chamou atenção? O que é tendência? O que é apenas discurso? E, principalmente, o que pode ser aplicado às nossas empresas? Porque acompanhar o futuro do trabalho é importante. Mas compreender o que fazer com ele é ainda mais.
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