RH em Pauta
A Inteligência Artificial não está substituindo o RH. Está obrigando o RH a ser mais humano.
28/04/2026 | Por: www.atribunapiracicabana.com.br
Dar liberdade sem direção gera insegurança. Dar direção sem liberdade gera
dependência. O equilíbrio está em permitir que o profissional tome decisões —
mas sabendo que existe suporte. Especialmente com a Geração Z, esse
acompanhamento inicial faz toda a diferença. A terceira é feedback contínuo
e construtivo. Não apenas correção, mas desenvolvimento. Feedback não é
evento — é processo. E quanto mais próximo do momento da ação, mais efetivo ele
se torna. A quarta é exemplo da liderança. Não existe “postura de dono”
em equipes onde a liderança não demonstra responsabilidade, compromisso e
coerência. Cultura não se ensina no discurso. Se constrói no comportamento
diário. E a quinta — talvez a mais desafiadora — é permitir o erro como
parte do aprendizado. Sem espaço para errar, não existe iniciativa. Sem
iniciativa, não existe protagonismo. Conforme demonstrado por Amy Edmondson em
seus estudos sobre segurança psicológica (1999; 2018), ambientes onde as
pessoas se sentem seguras para se expressar, errar e aprender tendem a
apresentar níveis mais altos de inovação, engajamento e desempenho. O estudo demonstra
também que ambientes com segurança psicológica geram mais resultados justamente
porque permitem tentativa, ajuste e evolução. Quando errar deixa de ser um
risco e passa a ser parte do processo, as pessoas deixam de se proteger e
começam a contribuir — e é nesse momento que o protagonismo deixa de ser
discurso e vira prática. No caso da Geração
Z, isso é ainda mais relevante. Estamos falando de profissionais que chegam ao
mercado com velocidade, informação e vontade — mas que precisam de
direcionamento para transformar isso em consistência. Postura de dono não se
exige. Se constrói. E se constrói todos os dias — na forma como o líder
orienta, escuta, corrige e desenvolve. Talvez o grande ponto de virada esteja
aqui: parar de esperar profissionais prontos e assumir o papel de formá-los. Porque,
no fim das contas, empresas não têm falta de talentos. Têm, muitas vezes, falta
de ambientes que permitam que esses talentos cresçam. E, para fechar
desenvolver protagonismo dá trabalho… mas continuar reclamando da falta dele dá
muito mais.
#geraçãoZ #treinamento #posturadedono